Autonomia e sustentabilidade na horta do Lar

Autonomia e sustentabilidade na horta do Lar

A última 3ª feira, dia 5 de junho, foi o Dia Mundial do Meio Ambiente, e vamos aproveitar essa data importante para contar um pouco mais sobre o trabalho de educação ambiental que desenvolvemos no Lar das Crianças.

Dentro da Estação Ciências, após estruturarmos a nossa horta com conceitos da permacultura (sobre o que falamos neste artigo), a próxima etapa era desenvolvermos uma sementeira – um espaço de germinação de sementes – para buscar a manutenção da horta com autonomia na produção das mudas.
A estrutura foi elaborada com base nos conceitos da bioconstrução, que busca a integração com o ambiente, utilizando materiais locais e soluções ecológicas para gerar o menor impacto possível. As técnicas utilizadas são simples, qualquer pessoa pode fazer, exigem apenas grande dose de criatividade e vontade pessoal, o que não falta nas nossas crianças e jovens do Lar.

O processo começou com os adolescentes do T7, de 11 e 12 anos, com os quais o educador e biólogo Edi desenvolve atividades na horta mais regularmente, e logo as outras turmas começaram a se envolver.
Por exemplo, o educador e físico Hugo, responsável pelo LabLar, aproveitou o processo da bioconstrução para falar sobre a força de uma ação transformadora, ou seja, o que um indivíduo pode criar em um espaço e transforma-lo a partir disso. Ao mesmo tempo, ele trabalhou técnicas de ferramentaria na construção, feita com bambus, arames, telas e sombrite, além de praticar a matemática, disciplina muitas vezes distante e até temida pelos jovens.
Enquanto isso, os educadores das crianças mais novas (a partir dos quatro anos) se utilizam da sementeira para abordar assuntos como as texturas, as cores, os cheiros e os formatos das sementes, por exemplo.

Como extensão do trabalho promovido na horta, a nossa sementeira promove a compreensão de todo um processo, desde a escolha de qual a semente usar e como plantá-la até o que vai colher e como vai comer, e isso estimula o conhecimento de forma prática e integrada. Ao mesmo tempo, este processo promove a interação entre crianças e jovens de diferentes idades e se mostra um espaço de trocas de experiências muito positivo, onde os mais velhos exercitam a questão social, de intervenção em grupo, autonomia e exercício da cidadania, e os mais novos são estimulados em aspectos importantes para a sua formação.


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